Mostrar mensagens com a etiqueta analogias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta analogias. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Idealizo conversas na minha cabeça. Rasgos de coragem, de ousadia talvez, coisas que sei que não vão acontecer. Não me sinto confortável. Sinto-me a acumular a cada dia que passa, impotente perante tudo. Sozinha num espaço cheio de gente. Não consigo ser gente. Nem para mim, nem para eles. E tenho de saber separar, mas sinto-me incapaz de o fazer.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

365 novas oportunidades de reconhecer o erro, a falha, a realidade e a ausência. 365 oportunidades de desligar o botão da tristeza e seguir em frente, ter a resiliência necessária para fazer de mim alguém decente. 365 oportunidades de cair e de me voltar a levantar.

domingo, 5 de outubro de 2014

Sou aquela pessoa que desce o último degrau da escada a saltar; que fica feliz quando vê um baloiço; que corre para os braços de quem ama e dá um abraço tão apertado que parece que vai sufocar; que diz parvoíces para fazer os outros rir. Hoje, mais do que nunca, sinto-me uma criança. Quero fugir à realidade difícil que é assumir as consequências dos meus atos, mas já não posso culpar outros por aquilo que sou eu a fazer. Sou mais velha, mas nem por isso me sinto maior. Tenho de ganhar coragem e saltar para o caminho, fingir que não tenho medo que tudo desabe à minha frente enquanto ando e que sou capaz de levar a minha avante, mesmo que tropece e esfole os joelhos umas quantas vezes.
Afinal de contas, quem é mais respeitado? Quem lutou e ganhou cicatrizes das batalhas em que aprendeu ou quem está completamente limpo, não aprendeu nada e sempre fez tudo pela calada?

terça-feira, 22 de julho de 2014

Talvez seja da minha personalidade. Ou então talvez não e eu esteja simplesmente destinada a falhar. Não consigo comunicar com eficácia, não tenho vontade de sair de onde me encontro, apesar de querer abraçar o mundo e seguir para a frente com a vida, tentando alcançar algo glorioso - glorioso para o meu mundo, não para o mundo dos outros. Seria já uma grande vitória conseguir ter vontade de me levantar de manhã e encarar a vida com um sorriso. Tão pouca luz, tanta escuridão e apatia. Não há felicidade onde me agarrar, não há conforto, há solidão, há tristeza.
Tomorrow will be better, é esse o lema. Perdoa-me, mas não é isso que sinto.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013



  Por vezes pensar torna-se difícil; respirar torna-se difícil; caminhar torna-se difícil; não querer adormecer para sempre torna-se difícil.
  Os nossos fortes castelos de areia começam a desfazer-se ao mais suave toque da onda, que vai e vem e ameaça levar tudo com ela. Começa com pequenos fragmentos tirados daqui e dali, levados para as redondezas.
  De seguida, leva bocados maiores para mais longe, como se fosse ganhando confiança para levar o que não lhe pertence. Por fim, acaba a transformar os nossos castelos em amontoados desfigurados de areia sem significado, aquilo que eram antes de tudo ter começado.
  Depois disso, cabe apenas às antigas mãos habilidosas voltar a erguer o que foi desfeito ou, então, deixar perdido aquilo que outrora foi tão robusto.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

«I'm scared as hell to want you, but here I am, wanting you anyway. And fear means I have something to lose, right? And I don't want to lose you.»

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Yin e Yang; sol e lua; noite e dia; vida e morte; amor e ódio. A simetria perfeita da biologia, o elemento comum da simetria, a complementaridade, a equidistância. Fica, para que nos possamos completar.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Esses pequenos grandes pedaços de ti em mim são como venenos dolorosos que me intoxicam o corpo e a alma. Desaparece ou fica, não vás ficando.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Dúvidas. Pensamentos elípticos e irregulares, de velocidade e intensidade indefinidas. Vão e vêm consoante lhes apetece, rasgam-me a razão, levam-me à exaustão, deixam um caminho ensanguentado por tudo o que faço. Isolam-me, enlouquecem-me, tiram-me o norte e de seguida pedem-me que me oriente. Deixam-me em compasso de espera, oferecem-me um cenário de guerra onde luto contra mim e contra a minha dignidade. Mas onde está ela? Acho que já fugiu com medo de mim há muito tempo.
Tu és a minha dúvida, todas as minhas falhas concentradas numa só pessoa. E olhar para ti, consome-me.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Depois de percorrer novamente aquele caminho, parou pouco antes de chegar ao seu destino. Tinha começado a chover. Eram apenas pequenas gotas cruzadas, formavam uma fraca neblina que embaciava a sua visão. Ela abanava ao sabor do vento, para cá e para lá, como se fosse uma das pequenas plantas que lhe acariciavam as pernas desprotegidas. Completou o caminho que lhe faltava e deixou-se envolver pela magia do sítio onde se encontrava. Enquanto esperava que ele voltasse, rezando para que a memória não lhe falhasse, ela lembrou-se dos sonhos. Não eram mais do que meras expressões dos seus desejos mais profundos mas talvez fosse essa profundidade que a incomodava tanto. Lembravam-lhe coisas que não se repetiriam e a força que emanava dos sonhos era tanta que ela teve de se encostar à parede para não cair. Deixou-se escorregar até ao chão e ficou ali, com os joelhos encostados ao peito e os braços à volta deles, escondendo a cabeça lá no meio, na tentativa de se manter inteira até ao momento em que ele invadiria a sua cabeça e a faria sentir-se viva outra vez. Levou algum tempo até isso acontecer. A neblina e as pequenas gotas cruzadas eram agora gotas pesadas e cheias de raiva que doíam ao embater na pele despida de protecção.
Ela começara a chorar; sentia-se demasiado exposta a si própria, não queria que ninguém a visse, mas ele tardava chegar. Numa última tentativa desesperada, encostou a cabeça à parede e olhou, como que em suplicia, para o céu negro arroxeado, que a brindou com um relâmpago e chuva ainda mais forte. E, de repente, ele apareceu. Ainda com mais força do que nas outras vezes, apoderou-se por completo da sua cabeça, do seu corpo. Ela conseguia senti-lo por todo o lado, como se ele estivesse ali fisicamente e não apenas naquela cabeça doente e paranóica. Ela conseguia sentir os lábios dele procurarem sofregamente os seus, a matarem a distância que há tanto tempo se impunha, sentia os dedos de ambos entrelaçados, o abraço reconfortante e protector. Entretanto era constantemente fustigada pelo vento e chuva forte que se fazia sentir. Ela sentia a sua falta como nunca tinha sentido, o seu peito apertava-se de cada vez que se lembrava dele e do seu olhar perfeito.
Levantou-se violentamente e soltou o grito mais agoniante de sempre, até já não ter voz para o continuar, até já lha doer a garganta ao ponto de mal conseguir respirar. Prometeu a si própria nunca mais chorar por ele, nunca mais cometer estes episódios de loucura; e partiu. Nunca mais voltou àquele sítio que outrora fora o seu santuário, nunca mais perdeu o controlo da sua loucura. É verdade que ainda sonha com ele praticamente todas as noites, acorda transtornada e não dorme o resto da noite. Mas agora ele não passa de um sonho, não pode passar de um sonho, é um fantasma que pertence ao passado e que vive no seu interior, assombrando-a mesmo quando ela acha que já é feliz e que nada pode mudar isso. Ele nunca a abandonará, tal como ela nunca o abandonou.

domingo, 3 de junho de 2012

Ganhei aquele hábito estranho de olhar para cima quando fico com os olhos rasos de lágrimas, como se esse movimento, esse contemplar do que se encontra acima de mim, pudesse contrariar o efeito da gravidade e aquilo que estava predestinado acontecer. É só o adiar de algo inevitável e sufocante. Mas já devia saber que não posso tentar mudar aquilo que já está a acontecer. Só tenho de me acomodar e resignar, compreender porque é que está a acontecer desta maneira e não de outra. Devo limitar-me a isso, nada mais faz sentido. 

sexta-feira, 1 de junho de 2012

É nestas alturas que eu percebo como sou pequenina. Não sei o que fazer quando perco alguém, não sei como lidar com essa dor e esse vazio. Tortura-me a ideia de seguir em frente e deixar-te para trás, mas é exactamente isso que mereces. Não posso continuar agarrada a algo que me faz tanto mal como tu e tenho de recuperar as partes de mim que levaste sem pedir autorização.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Entre a luz e escuridão, entre o despertar e o entorpecer, é assim que passo os meus dias. Estou sempre a pensar mas nunca a raciocinar; não há qualquer lógica no que me persegue. Adormeci. Que maneira esplêndida de acabar este mês. Ao menos sei que aprendi mais alguma coisa, ao menos salva-se esse bocado de mim.

domingo, 27 de maio de 2012

Caí para o vazio do abismo ou estou apenas desesperadamente agarrada a uma planta que vai ceder em pouco tempo? Por favor, dá-me a mão, puxa-me para cima...

sábado, 26 de maio de 2012

Um abismo mental. Estou pela ponta dos dedos. Se te chamar alto o suficiente, se te disser as palavras certas, se te falar ao coração e puser a mão no teu pensamento, tu ouves-me e salvas-me. Se não o conseguir, tu vais ficar a ver-me cair até me despedaçar no meio do nada e vais rir-te, como se de uma piada se tratasse.

sábado, 28 de abril de 2012

Quando vais na rua, à noite, e começar a chover, pára. Pára e sente as gotas de água acomodarem-se  na tua roupa e humedecerem-na lentamente, até elas se colarem por completo e passarem também a fazer parte de ti. Deixa que a chuva te molhe o rosto e te reconforte à sua maneira, levando tudo o que de mau te acompanha. Sente as gotas encontrarem a palma da tua mão e refrescarem tudo o que nelas fervilha. Deixa-as traçar o caminho das suas vidas em ti, nas tuas mãos, na tua alma, no teu corpo, na tua essência. Entrega-te infinitamente às forças da natureza e serás feliz se abrires a tua mente, se amares tudo o que a natureza te der, se aprenderes tudo o que ela te ensina.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Fecho os olhos e tudo à minha volta é preto e longínquo, manchado com cores berrantes. A minha mente desenha perfeitos infinitos a uma velocidade estonteante. Alterna com espirais ascendentes e descendentes, círculos grandes, círculos pequenos; volta aos infinitos. É sempre assim com tudo, inova por uns tempos mas depois volta ao confortável conhecido ou então limita-se a duas ou três opções, repelindo tudo o resto. Deixa-me deslocada de mim e dos outros, assim, sem mais nem menos.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Estava habituada a tomar conta de todos, a manter toda a gente unida e inteira, por assim dizer. Fui tomando conta de pessoas que não precisavam de mim para nada, deixando, se calhar, os silenciosos necessitados de fora. Que falta de sensibilidade. Ocupei-me disso de tal maneira que me esqueci de mim e da minha necessidade de também ficar unida e inteira. Fui deixando pedaços caírem por aí, sem me dar conta realmente do que tinha perdido. Agora que estou pronta para mim, reparo que não estou inteira e que há muitas coisas importantes que ficaram para trás, perdidas por aí. Nenhuma é recuperável, é apenas remediável.

terça-feira, 20 de março de 2012

Não sou de ferro, muito pelo contrário. Sou uma boneca de pano que está a encher demais e a começar a rebentar pelas costuras. Já não aguento mais, estou completamente no meio limite. Sinto-me patética e fraca por continuar a correr cega atrás de algo inútil. Esgotei as minhas reservas e tudo isto não faz de mim boa pessoa. Aliás, só me torna alguém pior, que tortura os outros porque não sabe o que quer. É tempo de me deixar ir, de te deixar ir.

terça-feira, 6 de março de 2012

Bang. Bati no fundo. Está na hora de voltar à superfície.