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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Já me cansa estar contigo em lugares povoados de olhares alheios. Os gestos têm de ser vazios, os olhares tornam-se vazios. Só queria estar um pouco contigo, em silêncio. Cabeça a cabeça, deixar-me estar a sentir o teu cheiro, deixar-me ficar a sentir o teu calor. Só peço um pouco de nós, um pouco daquele nosso entendimento, daquele nosso silêncio falador. Sinto a tua falta, dá-me um pouco de nós.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Para 2016, o que te peço é que cuides de mim. Sabes como sou rabugenta e teimosa, sempre a querer ver e fazer as coisas à minha maneira e como isso nem sempre dá bom resultado. Sou profissional em começar a fugir quando tenho medo, quando mais preciso que me agarres e me reconfortes. E o problema é que às vezes escondo isso muito bem. Mas lembra-te de mim, lembra-te dos meus pormenores, lembra-te dos meus medos.
Cuida de mim, mesmo que pareça que eu não preciso.

Li isto e fiquei inspirada: http://jafoste.net/cuida-de-mim-mesmo-que-eu-as-vezes-pareca-nao-precisar/

sábado, 29 de agosto de 2015

   Antes de mais, deixem-me dizer que não sou destas coisas. Não gosto de fazer discursos moralistas públicos porque são feitas a minha moral, as minhas ideias, os meus pensamentos, e todos nós temos uma perseção diferente do que nos rodeia; assim sendo, o que me serve a mim, sei que não servirá aos outros. Peço que tomem atenção à mensagem que tento passar e que façam um exercício de reflexão pessoal, que decidam para vocês o que é o certo e o que é o errado, mas que não me crucifiquem se a minha opinião/perceção for diferente.
   Há precisamente 54 dias (algo como cerca de um mês e três semanas), cortei 40 cm do meu muito longo cabelo: deixei de o sentir acabar na anca, para passar a senti-lo acabar no pescoço, algures entra a linha do queixo e os ombros. Não fiz grande alarido sobre isso, não fui partilhar no facebook qual o destino do meu cabelo cortado, não quis que toda a gente soubesse que o cortara para o ir entregar ao IPO, porque depois teria de lidar com todos as mensagens de congratulação, algumas delas certamente hipócritas, sobre este gesto que não me devia ter custado nada, mas que me custou bastante (mas sobre isso falo mais à frente, depois de passar a mensagem que realmente quero passar).
   Quando fui, efetivamente, entregar o cabelo à Liga Portuguesa Contra o Cancro (sim, é a Liga que o recebe, não é o IPO), dirigi-me à receção da mesma e estendi o saco onde estava o cabelo, dizendo que o vinha entregar. A senhora que me atendeu entregou-me friamente um retângulo de papel meio brilhante onde a entidade agradecia o meu gesto, mas as palavras dela diziam-me algo diferente: pediu-me para espalhar pelas redes sociais que já não podiam aceitar mais cabelo, que saía demasiado caro fazer perucas de cabelo natural (cerca de 500€ cada uma), que era mais dispendioso para as pessoas que as tinham (porque só podiam ser tratadas em cabeleireiros e não em casa, ao contrário das perucas artificiais) e que a Liga precisava daquele dinheiro para os medicamentos e para transportar os doentes até às consultas. Acho que a minha mãe percebeu que eu não sabia o que dizer e respondeu por mim, dizendo que era perfeitamente compreensível e tentando perceber se não seria possível a Liga vender o cabelo que recebia para, em simultâneo, receberem o dinheiro de que tanto precisam e manterem viva a possibilidade de se continuar a fazer perucas de cabelo natural. A senhora disse, vezes sem conta, que tinham leis que não lhes permitiam fazer isso e que tinha sido uma luta até chegarem ao ponto onde se encontravam atualmente. Não me revoltei com o que ouvi, fiquei apenas em silêncio, a processar o que tinha absorvido e a pensar no que poderia fazer para poder ajudar eficazmente quem precisa, uma vez que fiquei com a sensação que apenas tinha ido atrapalhar, em vez de ajudar.
   Não pensei mais na conversa até hoje, até ter lido um texto de uma rapariga revoltada que fez o mesmo que eu e que teve as mesmas respostas que eu; foi quase um dejá vù, sabia o que ia aparecer na linha seguinte do diálogo sem a ter lido ainda. No fim desse texto, ela pedia para que a sua mensagem de revolta fosse espalhada, para que se arranjassem voluntários para fazer as perucas e dizia que tinha pena do país em que vive.
   Acho que no fim desse texto, apenas consegui revoltar-me com a rapariga. Talvez por estar na área da saúde, percebo como são importantes as consultas de vigilância, como é importante não parar um tratamento a meio por falta de medicamentos, como é importante construir uma auto-imagem que traga confiança, paz interior e algum conforto. Talvez por estar na área da saúde, perceba porque é que não podemos focar-nos apenas nas perucas ou apenas nos tratamentos. As pessoas são um todo, ficam doentes física e psicologicamente, têm de lutar contra a doença e, muitas vezes, contra si próprias, contra uma insistente vontade de desistir de tudo e de dormir para sempre ou até tudo estar curado. Como tal, de decidirmos fazer uma doação de cabelo, então que façamos também uma doação monetária.
   Todos temos os nossos mimos pessoais: de vez em quando compramos aquela camisola ou aquelas calças ou aquela-outra-coisa-qualquer-que-nós-queremos-no-momento e à qual não vamos voltar a dar atenção tão cedo. A minha sugestão/apelo/consciencialização é de que, de vez em quando, abdiquemos que qualquer coisa que queremos, peguemos nesse dinheiro e o coloquemos numa caixa. Ao fim de umas semanas ou meses, peguem nessa caixa e entreguem o dinheiro que lá está dentro ao IPO ou a outra instituição que seja da vossa vontade. Há pessoas que não têm dinheiro para se deslocar até às consultas e para comprar os medicamentos; este dinheiro fará, com certeza, toda a diferença nas suas vidas. Se tiverem algum tempo livre, ocupem parte dele fazendo voluntariado; a presença de alguém que está lá de alma e coração fará, com certeza, toda a diferença nas suas vidas.
   Para terminar, deixem-me só dizer mais isto: se a mim me custou "perder" intencionalmente 40/45cm de cabelo, olhar ao espelho e não me reconhecer, mesmo ainda tendo a cabeça cheia de cabelo, não consigo nem imaginar como será perder todo o cabelo sem que isso tenha sido uma escolha pessoal; como será olharmo-nos ao espelho, vermos a nossa pele vazia de cabelo e sabermos que não tivemos escolha, se tudo o que queríamos era sobreviver a uma doença que nos devora de dentro para fora?

   Espero não vos ter revoltado, espero não ter sido demasiado moralista, espero que não tenham achado isto hipócrita. É só o que penso e não o escrevi para ofender ninguém, nem para afrontar ninguém. Espero que compreendam o que quis dizer. Obrigado.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Não vou ser a primeira a ceder, uma vez mais. Não interessa se é correto ou incorreto, se devia ou não devia. Não hei de ser a primeira. Quero que corras atrás, que mostres que realmente vais fazer o que disseste e que me vais dar alguma atenção depois de me teres ignorado durante tanto tempo.
E não, não te vou dizer à primeira, nem à segunda, nem à terceira porque é que fiquei assim. Expuseste num instante e muito prontamente tudo aquilo que me magoa, desagrada, enfurece e rebaixa em mim, golpe baixo pelo qual vais pagar bem caro (ou talvez não).  Sabes bem o que disseste, sabes quem sou e como sou - tu própria o afirmaste. Assim sendo, vou deixar-te a pensar, a refletir sobre as tuas palavras e quando sentires que é necessário, fala-me. Até lá não saberás de mim, sei que será um alívio para ti, antes de qualquer outra coisa. Espero que tenhas uma boa noite, hasta la vista baby.

E não voltes a fazer o que fizeste tão cedo.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

don't fuck me, don't fuck me, please... don't fuck me...

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Yin e Yang; sol e lua; noite e dia; vida e morte; amor e ódio. A simetria perfeita da biologia, o elemento comum da simetria, a complementaridade, a equidistância. Fica, para que nos possamos completar.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Já há algum tempo que andava para te escrever alguma coisa aqui.
Começámos de uma maneira inesperada e de certo modo, bastante desequilibrada mas com o tempo isso corrigiu-se. Deixaste de ser a pessoa que me era indiferente e, por vezes, odiada, para passares a ser a pessoa mais amada e valorizada. Não foi súbito, não aconteceu de um momento para o outro; foste ganhando o teu espaço, a tua importância, e agora és tu a minha preocupação.
Eu sei que faço asneira vezes demais, escolho as opções erradas, faço afirmações fora de tempo e às vezes até arranjo problemas onde eles não existem, mas isso só acontece porque eu quero que esta amizade seja a amizade. Muitas vezes é difícil, há traços da personalidade de ambas que chocam e há opiniões divergentes que nunca escondemos, mas o que seria esta amizade sem essa frontalidade? É isso que me deixa feliz. É sempre melhor um acordo do que um dos lados.
A tua ausência não é algo que se possa explicar com o simples uso das palavras; vai muito para além disso. É uma coisa estranha, sabes? És demasiado preciosa para que a distância possa arruinar isso. Pode tornar tudo um pouco mais difícil mas não acaba com nada, a não com as dúvidas que existiam. Mas esta amizade é como tudo: tem altos e baixos, momentos mais que felizes e momentos de crise, mas o facto de haver momentos de discordância não significa que sejas menos importante.
Tu tens um lugar no meu coração, conquistado com mérito, e ninguém to vai tirar nem ninguém te vai substituir. És a minha pessoa, nunca duvides disso. Tenho imenso orgulho em ti; nunca desistas, sim?
Amo-te pessoa, foi uma homenagem merecida ∞

terça-feira, 3 de julho de 2012

Não sei quanto tempo mais aguento. É doloroso para o meu pequeno e despedaçado coração continuar assim. Eu quero falar-te, sei bem o que dizer mas também sei que se calhar vais fugir... Não consigo parar de pensar que, se calhar, esperei demais. Talvez devesse já ter dito alguma coisa, talvez devesse ter voltado logo antes que alguém te dissesse aquilo que eu sempre te quis dizer. E agora, falo ou não falo? Repito tudo outra vez e isso dá resultado ou atiro-me de cabeça e bato no fundo porque tu já estás com outra? Não sei, não sei, não sei... Só sei que dói. E que sinto a tua falta. E que não te percebo. E que, mais tarde ou mais cedo, vou falar e vou-me enterrar.

sábado, 23 de junho de 2012

Não sei o que fazer. Eu sei que desta vez não é como era dantes, mas esta sensação de familiaridade está a deixar-me desorientada. O que é que eu faço, por favor, diz-me o que é que eu faço...

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Tenho vários discursos na minha cabeça, só preciso de escolher um e ligar-te. Estou à distância de um telefonema; para dizer a verdade, estou para aí a 100 metros de distância apenas. Podia tirar todos os fantasmas da minha cabeça com uma simples mas bastante complicada conversa. Se calhar não  vai adiantar de nada, só me vai fazer parecer mais ridícula e perdida, e só te vai dar mais motivos para me afastares, mas os fantasmas perseguem-me constantemente e quero livrar-me deles. Quero livrar-me de ti. Apesar de todo ódio, ainda te amo. Mas já que não tens futuro, és um fantasma que tem de ficar no passado.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Não me vejas - vê através de mim, vê quem eu sou realmente; não te limites à parte superficial. Senta-te comigo e olha-me nos olhos, olha para mim. Deixa-me olhar-te nos olhos, não fujas de mim como uma criança foge de algo que a assusta. Deixa-me olhar para ti, olhar por ti.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Sou imatura e fujo quando me assusto ou quando tenho medo de alguma coisa. Muitas vezes, só preciso de alguém que me dê a mão com intenções verdadeiras de me puxar para fora do meu esconderijo e mostrar-me que não há nada a temer. É preciso que esse alguém tenha paciência e consiga aguentar a minha cobardia em esconder-me do que me assusta, do que é demasiado grande para mim.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Preciso de bons dias, dias de riso e de jogos de felicidade. Preciso de manhãs, tardes e noites passados com boas pessoas, não com pessoas como tu. O Sol que me aqueça e o vento que me abrace, a calma que não me deixe e a consciência que me acompanhe; que todas essas coisas fiquem, e eu serei feliz. Se tu partires, ainda serei mais feliz. Faz isso por mim, sim? Não quero mais nada, só quero que me deixes ser feliz.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Fechei os olhos em busca de sossego e lá estavas tu outra vez.
Sai, vai-te embora - gritei-te eu. Insistes sempre em ficar e tirar o pouco sossego que a minha mente às vezes me tem para dar. Estou exausta, não te quero mais em mim. Procuro um fim que me traga algum descanso mas onde está ele?

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Shutter Island e waffles com açúcar e canela. O que me dizes?
Estou tonta. É como se tivesse estado a rodar e a olhar para o teto durante muito tempo para depois parar bruscamente. Segura-me.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Um grilo falante, com um ar sábio, aproximou-se de mim e instalou-se no meu ombro. Decidiu começar um monólogo, numa voz doce e calma:
"Devias ter cuidado com o que andas a fazer. Usa mais a cabeça e não tanto o coração. Não deixes que os ciúmes tomem conta de ti, sê racional. Deixa de ser rancorosa, tenta esquecer os erros dos outros e adapta-te um pouco mais a eles. Eles erram mas tu também e, às vezes, não vale a pena insistires em não perdoar alguém só porque ela não agiu como tu querias. Pára de afastar as pessoas que te amam, dá-lhes valor, tolera-as quando elas não estão de bom humor porque quando isso acontece contigo, elas também têm muita paciência. Habitua-te a dar segundas oportunidades quando as pessoas assim o merecem. E nunca te esqueças que não deves tratar como prioridade quem te trata como opção. Isso só te prejudica. Aprende isto e serás melhor, nunca te esqueças. Quando precisares de mim outra vez, eu voltarei, mesmo que tu não tenhas consciência disso."

Desculpa por hoje, G.

sábado, 31 de dezembro de 2011

último post de 2011

Obrigada a todos os que tiveram presentes neste ano que passou. Alguns de vocês foram importantes, outros não. Gostei de conhecer novas pessoas e de conhecer ainda melhor aquelas que já pensava conhecer. Agradeço a todos o apoio que me deram, todos os abraços que me deram, todas as lágrimas que me limparam, todos os sorrisos que me ofereceram.
Foi um ano um pouco complicado mas com ele aprendi muito. Fartei-me de cometer erros, magoei bastante algumas pessoas mas agradeço por elas me terem perdoado. Tudo o que me fizeram aprender foi precioso e muito útil. Espero não voltar a cometer os mesmos erros no futuro.
Espero que 2012 me ensine tanto como 2011 me ensinou, espero que todas as boas pessoas que estiveram presentes neste ano, continuem presentes no próximo ano porque agora que aprendi a viver com elas, não sei se quero que elas me abandonem! Quero um 2012 com alegria, saúde, juízo, companhia, amizade, amor, paciência, coragem e empenho. Quero um 2012 com tudo a que tenho direito!
Sem esquecer, desejo a todos um feliz 2012 :D

Não é 2012 que tem de ser diferente, sou eu.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Ciúmes emocionais e ciúmes obsessivos. Alguém já ouviu falar? Alguém sabe como lidar com eles? Pois bem, acabei de descobrir que os dois piores tipos de ciúme afectam os meus dias. Bela merda! Alguma sugestão sobre como gerir uma crise de ciúmes deste tipo?

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

escola. más notas. castigo. discussões. gritos. chatices. falta de paciência. cansaço. pressão. insucesso. confusão. decisões. indecisões. fuga às decisões. responsabilidade. ou falta dela. amor. ou ódio. relação. ou solidão. falta de paciência outra vez. amizade. destruição. confiança. ou falta dela. inseguranças. apoio. abraço. sorriso. cheiro reconfortante. toque. mãos dadas. dedos entrelaçados. escuro. noite. fim de tarde. terça-feira. quarta-feira. sozinha. ou acompanhada. companhia. indecisões outra vez. congelamento. sentimentos. ou falta deles. frieza. estou perdida. quero estar contigo. não to posso dizer. abraça-me. não me deixes. larga-me. vai-te embora. desconfiança. a tua presença. volta. convence-me. prova-me que não te esqueceste. de nada. fica. nunca me deixes. e fala. acima de tudo. fala.

*boa noite*