domingo, 17 de julho de 2011

11h33

  Estava tudo muito calmo, apenas se ouvia o som do vento a passar por entre as folhas ou uns quantos pássaros a cantar.
  Ele dormitava, encostado à raíz da árvore mais próxima, que parecia formar uma cova exactamente adaptada ao seu corpo.
  Ela estava deitada ao seu lado, apoiando a cabeça no peito dele, respirando ao ritmo a que ele respirava, movendo-se quando ele se movia, adaptando-se quando ele se mexia.
  Observava o rosto angelical do rapaz que amava, imaginando histórias perfeitas e palavras bonitas para lhe dizer. Contudo, apenas encontrou uma perfeita para aquele momento.
  - amo-te - disse ela, tentando tornar aquele momento ainda mais perfeito.
  - amo-te mais - disse ele um pouco estremunhado, sem ter a certeza se estava acordado ou se tudo não passava de um sonho.
  Ela olhou para o relógio: eram 11h33. Estava na hora de ir embora. Estava na hora de abandonar o seu mundo feliz e partir para o mundo menos feliz, o mundo real. Estava na hora de abandonar o seu único "refúgio no meio do caos" mas ela não o queria acordar, ele parecia tão descansado...

sexta-feira, 15 de julho de 2011

conversa

- gosto da maneira como me sinto quando estou contigo.
- por mais incrível que pareça, eu também.
- tenho saudades tuas ..
- eu também.
- há muito tempo que não temos uma conversa descontraída, sem interferência de ninguém, sem a pressão do exterior.
- então porque é que não te sentas aqui para conversarmos um pouco?

quarta-feira, 13 de julho de 2011

a bad dream

  Quem me dera que isto fosse um pesadelo, que tudo o que aconteceu desde o dia 13 de Junho não passasse de um sonho mau. Errei de uma maneira horrível e quase imperdoável. Eu juro que não tinha a intenção de o magoar daquela maneira, de ser fria ao ponto de agir como agi. Ele tem todos os motivos para não me falar, não o censuro nem um bocadinho, ele tem razão.
  Espero que um dia ele me consiga perdoar e esquecer por completo o que eu fiz. Amo-o demais para o perder devido ao que, ao fim e ao cabo, não passou de um ataque de pânico. Amo demais esta amizade para a desperdiçar assim. É pena ser eu a única a lutar por ela e tentar remediar o que fiz.

(este post não é dirigido ao habitual "alvo" deste blog: é para um amigo que eu magoei muito)

segunda-feira, 11 de julho de 2011

saudade

- tenho saudades tuas.
- como é que podes ter saudades minhas? estás comigo todos os dias!
- tenho saudades de ti ..
- mas eu estou aqui !
- não, não estás. a pessoa que está sentada ao meu lado não é a mesma pessoa por quem eu me apaixonei. tu mudasta e eu tenho saudades tuas ..
- sim, tens razão; e eu também tenho saudades de mim ..

(by the way, estou de volta :D)

sábado, 9 de julho de 2011

sinto falta de escrever !

  aaaaah!
  Finalmente estou ao pé de um computador onde consigo ver o meu blog. Ao fim de tantos (mas tão poucos) dias sem consultar o blog já me sentia mal...
  Tenho um texto para publicar, fruto das minhas inspirações a meio de uma viagem de carro, mas logo por azar, esqueci-me de trazer o caderno. Peço desculpa!
  Vou tentar vir rapidamente ao blog para publicar o texto mas estando no Alentejo, não sei se consigo vir muito depressa...
até ao meu regresso :b

terça-feira, 5 de julho de 2011

gomas

  - Tu és como as gomas.
  - Desculpa? Agora não te percebi!
  - Tu és como as gomas: por fora, és colorido, tens um aspecto chamativo e apetitoso. Por dentro és doce, por vezes até podes ter um travo um pouco ácido ou até mesmo azedo, mas ainda assim, não deixa de ser agradável.
  - Isso é bom ou mau?
  - Depende. Se souberes dosear, se comeres as gomas apenas de vez em quando, sabe sempre bem e não enjoa. Se as comeres todas de uma só vez, enjoas e ficas com dor de barriga.

domingo, 3 de julho de 2011

felicidade

  É um facto: eu tenho saudades tuas. Passo os dias à espera de receber uma mensagem tua ou de ouvir a tua voz. Mas nada. Só o silêncio, só a tua ausência.
  Lembro-me dos nossos dias felizes, lembro-me de tudo. Agora, quero isso de volta. Mas será que quero mesmo ou é apenas um capricho do meu coração magoado?
  Isto tudo é mais um capricho do que qualquer outra coisa. Talvez não queira realmente voltar ao passado, talvez queira apenas aquela felicidade, a sensação de segurança e a presença de alguém a meu lado, porque eu quero voltar a ser feliz como era no passado, sem depender de nada nem de ninguém, sem ti. Quero ser feliz por mim e por mais ninguém. Não quero ter saudades tuas nem quero sentir a tua falta.