quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Pára de andar sempre preocupado com o "será que alguém nos viu?". Não eras tu que dizias que a vida é tua e que, por isso, fazes o que quiseres sem teres de dar explicações a ninguém? Parece-me que com o passar do tempo invertemos as posições.
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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
É estranho porque agora o que me liga a ti é a minha cabeça, não o meu coração. Parecendo que não, torna tudo muito mais difícil.
Ciúmes emocionais e ciúmes obsessivos. Alguém já ouviu falar? Alguém sabe como lidar com eles? Pois bem, acabei de descobrir que os dois piores tipos de ciúme afectam os meus dias. Bela merda! Alguma sugestão sobre como gerir uma crise de ciúmes deste tipo?
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terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Devia ter-me certificado de que este degrau era seguro. Subi-o à maluca e torci o pé. Ninguém esteve lá para me segurar e acabei por fraquejar. Ergui-me rapidamente, ignorando a queda e seguindo em frente, como se tudo não passasse de uma ilusão.
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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
- os teus olhos parecem pequenas boquinhas que dizem tudo o que vai na tua cabeça
Estaquei. Não, eu não podia ser tão transparente. Ele não podia ver-me. Ele não podia ver as minhas dúvidas, as minhas questões, certezas ou constatações. Não podia nem pode! Mas por outro lado, se os meus olhos realmente fossem pequenas boquinhas, então porque é que ele não me responde à pergunta que domina o meu pensamento?
Aninhei-me no seu colo e olhei-o nos olhos, tentando ver o seu interior, da mesma maneira que dizia fazer comigo. Parecia calmo, com o olhar limpo, sem nada negativo a perturbá-lo. Decidi arriscar.
- é verdade...? - a minha voz era quase inaudível. No olhar dele apareceu um laivo de receio.
- o quê? não te percebi. - uma resposta seca. Alguma preocupação. E mais receio.
- é verdade que... - engoli em seco - que...
- que...?
Libertei-me do medo. Tinha de saber. Fechei os olhos, respirei fundo. Ao abrir novamente os olhos fui prendada com um olhar curioso e penetrante mas também um pouco receoso. Exalei com força. Tive um assomo de coragem.
- é verdade que também estás com ela? é verdade que ao mesmo tempo que estás comigo, estás também com ela? - tropecei nas palavras, enrolei-as todas mas foi um alívio.
O olhar dele fechou-se, esmoreceu. Franziu o sobrolho, desfez o abraço e não respondeu.
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sábado, 3 de dezembro de 2011
Não consigo evitar sentir-me a flutuar e confortável quando estou contigo. Deixas-me assim, meio desarmada. É estranho. Mas tens de ter cuidado comigo, não sou tão forte como pareço.
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