quarta-feira, 24 de junho de 2015

365 novas oportunidades de reconhecer o erro, a falha, a realidade e a ausência. 365 oportunidades de desligar o botão da tristeza e seguir em frente, ter a resiliência necessária para fazer de mim alguém decente. 365 oportunidades de cair e de me voltar a levantar.

domingo, 24 de maio de 2015




Talvez o problema seja meu, talvez seja por isso que não tenho amigos. É do meu feitio de merda? Do mau humor matinal? Será por não querer mais ser pisada e às vezes responder como não devia?
Não queria voltar a ficar sozinha no meio de tanta gente, mas se calhar é mesmo isso que está a acontecer outra vez. Não sou agradável, nobody wants to stick around. Como é que eu lido com isso? Como?!
Devo manter-me fiel a mim mesma ou devo mudar para manter quem eu queria à minha volta?

quinta-feira, 23 de abril de 2015

É na fraqueza da noite que me bate a falta que me fazes. É na fraqueza da noite que me bate há quanto não te agarro e não te guardo só para mim. É na fraqueza da noite que me bate há quanto tempo não te encosto à parede e não te beijo até não saber como respirar. Faz tempo demais e eu nem sei como te dizer. Tão simples e tão complexo, dizer que tenho saudades tuas, que sinto a tua falta. Tão simples e tão complexo, poder caminhar de mão dada, sentir que és minha e de mais ninguém. Tão simples e tão complexo, sentir que estamos aqui as duas, corpo a corpo, mente a mente, alma a alma. Faz tempo demais e eu nem sei como te dizer.

things won't change until we do

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Estrago-me a mim e estrago-te a ti. Não tenho uma ideia clara do que devo ser, sou, vou sendo. E no meu ser, não há espaço para ser o teu ser e é por isso que chocamos. É por isso que eu não posso ser a tua motivação. Tu precisas de algo forte e seguro, com vontade como a que o rochedo tem de ficar agarrado a terra, mesmo quando leva vezes e vezes sem conta com ondas do mar furiosas. Desculpa-me, já não consigo dar-te aquilo que não tenho. Não me encaixo nos teus desígnios, as minhas imperfeições nem sempre te servem e tu não fazes questão de o amaciar. Simplesmente desapareces, tiras-me o tapete, deixas-me sozinha - precisamente quando eu mais precisava de um abraço sincero, um beijo doce na testa e um "estou aqui, vai ficar tudo bem" sussurrado. Não há quem te substitua, é com a tua pessoa que eu quero falar quando me chateio contigo. Volta, está bem? Preciso de alguém mais presente.

domingo, 5 de outubro de 2014

Sou aquela pessoa que desce o último degrau da escada a saltar; que fica feliz quando vê um baloiço; que corre para os braços de quem ama e dá um abraço tão apertado que parece que vai sufocar; que diz parvoíces para fazer os outros rir. Hoje, mais do que nunca, sinto-me uma criança. Quero fugir à realidade difícil que é assumir as consequências dos meus atos, mas já não posso culpar outros por aquilo que sou eu a fazer. Sou mais velha, mas nem por isso me sinto maior. Tenho de ganhar coragem e saltar para o caminho, fingir que não tenho medo que tudo desabe à minha frente enquanto ando e que sou capaz de levar a minha avante, mesmo que tropece e esfole os joelhos umas quantas vezes.
Afinal de contas, quem é mais respeitado? Quem lutou e ganhou cicatrizes das batalhas em que aprendeu ou quem está completamente limpo, não aprendeu nada e sempre fez tudo pela calada?

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

"Para que conste, cada vez que erro, aprendo. Mas também uso esses erros para ver quem é que vale a pena ter à minha volta, quem é que vai compreender que não sou perfeita e que para lá da pessoa que sou quando estou magoada, há alguém que se dedica e é leal aos que a rodeiam"
 
Gostava que compreendesses isto verdadeiramente. Não to disse para soar bem, disse-o porque queria que pensasses sobre isso. Deixa-me mesmo triste que não sejas capaz de me perdoar e de te empenhares em (re)construir a amizade. Dei-te o que podia. Se calhar era mesmo eu que estava a imaginar coisa e, de facto, eu não passava de mais uma que servia para quando não estavas bem com as tuas outras amigas. Não vou esquecer os teus bons gestos de madrinha, de amiga, que enquanto fui caloira e tudo correu bem pude experienciar. Obrigada por me teres orientado quando estava completamente sozinha lá dentro, mas, sobretudo, obrigada por me teres aberto os olhos - ainda que sem saberes - e por me teres feito dar ainda mais valor à pessoa que mais amo.
Acho que nos ficamos por aqui, até à próxima.


terça-feira, 9 de setembro de 2014


Disse a mim própria que não iria escrever sobre isto, que iria permitir que isto me afetasse mais do que devia, mas tenho de o fazer. Tenho de escrever, de me libertar, de me fazer entender a mim própria. O que é, afinal de contas, "afetar mais do que devia"? Não há uma medida certa para a dor nesta situação. Sim, finalmente admiti para mim própria que isto me magoava realmente e que não valia a pena continuar a fugir ou evitar o assunto. Magoa-me a tua frieza, acima de tudo; a confusão que é ver-te olhar para mim com o ar de sinto-me tão bem por ver a dor nos teus olhos e poder brincar com isso a meu favor. You're such a bitch - é o melhor elogio que te posso dar, neste momento. Tanta superioridade acaba por te fazer pequena e deixa-me confusa, para ser honesta, ver que uma pessoa que eu julgava tão grande, ser, na verdade, mesmo tão pequena. Como é possível seres tão antagónica? E porque é que me escolheste para agora me descartares?
No fundo, se calhar a culpa é minha; é sempre minha. Mas, sinceramente, desta vez não compreendo o que se passa nem por que se passa. Nem compreendo porque é que isso me dói, por que me dói ver-te com os outros e não comigo - porque me fizeste sentir a única especialmente escolhida, quando na verdade era só mais uma na tua longa lista de afilhados. Ainda assim, devo admitir que é patético da minha ter alguma vez achado que era especial, que era alguém, que era sequer uma amiga útil e de prioridade. Afinal sou só uma opção, que agora se encontra bem no fundo da tua lista. Espera aí, estarei ainda na tua lista, sequer? Whatever... Não é assim tão Whatever, mas eu faço por que seja, para que não magoe mais, nem a mim, nem aos outros que me veem assim. Maldita mania dos meus olhos serem transparente e mostrarem tão claramente a dor que é olhar para ti e ver uma pessoa vazia, vazia daquilo que me mostrava ser, mas cheia daquilo que realmente é.
Eras uma amiga. Penso que, por agora, sejas apenas uma desconhecida na qual ainda reconheço muitos traços. Não sei chegar a ti nem sei ser o tipo de pessoa que gostas. Na verdade, nem sei se quero ser essa pessoa. Sinto a tua falta, é um facto, deixaste o lugar de madrinha vazio e eu não o consigo ocupar. Talvez tu não queiras voltar ao teu lugar ou eu não te queira deixar voltar lá, porque sei que vou acabar magoada outra vez pelas tuas atitudes sem sentido. A sério, não há muito mais que eu possa fazer. Agora é a tua vez.