quarta-feira, 31 de agosto de 2011

new fellings

  Ontem escrevi: «Mais uma vez, sinto-me perdida. Na minha cabeça reina a confusão. É estranho mas sinto-me abandonada, desamparada. Sinto que algumas relações se perderam, que outras são uma farsa e que outras são tão frágeis que um simples suspiro as pode destruir por completo. Gerou-se um turbilhão de sentimentos, contraditórios porém, que tomou de assalto a minha cabeça e o meu coração.(...)»
  Hoje, ao começar a escrever esse mesmo texto aqui no blog, percebi que apenas escrevi o que escrevi porque estou cansada. Estou cansada de lutar contra algo que não vale a pena de modo algum. Estou cansada de lutar contra as minhas próprias birras e imposições idiotas.
  Apercebi-me também que a distância que me separa agora de algumas pessoas está a fazer com que eu adopte uma maneira de pensar mais depressiva. Tenho imensas saudades dos abraços e das conversas tranquilizantes do melhor amigo, das chapadas do meu pinguim besta e desajeitado, das conversas estúpidas com toda a gente. Tenho mesmo muitas saudades de estar com várias pessoas de quem eu nunca pensei alguma vez vir a ter saudades.
  Também me encontro num impasse um bocado chato. Não sei o que fazer em relação a uma pessoa porque o comportamento dela não tem lógica nenhuma. E tenho de admitir que o meu comportamento quando estou com ela também é um bocado estranho. Parece que me alheio do mundo que me rodeia, parece que deixo de fora tudo e todos e só me centro nele.
  Basicamente, aqui para estes lados vive-se num clima de conflito interior constante, o que se torna algo chato para quem ainda quer aproveitar as poucas férias que ainda lhe restam. E é verdade que às vezes me sinto um bocado desamparada mas esse sentimento é rapidamente anulado por alguém que vem ao meu encontro e me salva de voltar a cair : )

terça-feira, 30 de agosto de 2011

tal como pedras

  - Porque é que tu és como as pedras no fundo do mar?
  - Como assim?
  - Porque é que tu vais e vens consoante a maré? Porque é que não tens vontade própria e te deixas facilmente influenciar pelos outros?
  - ...
  - Devias ser forte e saber seguir em frente com o que é a tua vontade. Devias ignorar os outros quando eles te tentam deitar a baixo, não lhes devias dar tanta importância
  - Mas sabes que isso não é fácil...
  - Pois sei mas vais ver que acabas por te sentir muito melhor

sábado, 27 de agosto de 2011

nova etapa

  Estou desiludida e bastante frustrada. Mas ao mesmo tempo também estou deliciada e um pouco expectante.
  Conseguiste mexer com o meu sistema de maneira a fazer-me querer estar contigo e agora eu não suporto a sensação que tenho por não o poder fazer.
  Mas o pior disto tudo é eu não saber que/se posso confiar em ti. Ele podia ter muitos defeitos e ser um enorme corista mas eu tinha a certeza absoluta que podia confiar nele. E sabia, sobretudo, que podia falar com ele abertamente sobre tudo porque da boca dele não saía nem sai nada.
  Não sei no que é que me estou a meter e tenho muito medo disso.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

imagina uma história #3

  Provavelmente, muito provavelmente, hoje estou a escrever o último episódio desta micro-história.
  Digo apenas que a  Beatriz voltou a não falar com o António mas isso também não lhe fez diferença porque sabe que se ele ainda estivesse chateado com ela, não estaria a agir como tinha agido até agora. O Manel não esteve de todo presente no seu pensamento e isso não a incomodou muito, ela apenas se sentiu um bocado estranha por causa desse vazio.
  De agora em diante, a Beatriz só quer estar com o António, ignorando por completo o Manel.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

imagina uma história #2

   Dentro da cabeça da Beatriz havia uma voz que gritava, em tom deseperado, "eu preciso de ver o António, eu preciso de ver o António". Esta voz estava assutá-la, para lá de muito, porque ao mesmo a sua consciência gritava que aquilo não estava correcto.
  Numa noite destas, a eatriz foi sair com uns amigos e acabarm todos por ir para a praia. Quando ela e mais quatro amigos lá chegaram, encontraram mais dois amigos que já lá estavam à espera deles. Para grande desilusão daa Beatriz, o António não estava lá (ele estava atrasado mas ela não sabia que ele vinha).
  Quando o António e mais outros dois amigos chegaram, cumprimentaram quem já estava lá e foram todos sentar-se numa rocha. A Beatriz e o António ficaram ao lado um do outro e começaram a falar. Ele pegou no braço dela e pô-lo à volta dos seus ombros, aconchegando-se no ombro dela.
  Ficaram assim durante um bocado, na escuridão que era ocasionalmente quebrada por alguém a queimar um chapéu de sol que se encontrava ali perto. Ele fazia-lhe festas e ela retribuí-a, sem saber ao certo em que haveria de pensar.
  O António pegou no rosto da Beatriz e fez com que ela lhe desse um beijo na bochecha, comportamento esse que foi repetido diversas vezes, por ambos os "lados".
  Numa das vezes, a Beatriz falou para o António, segurando o rosto dele muito perto do seu, criando-se ali uma certa tensão que foi quebrada pela Sara ao dizer que estava na altura de ela e a Beatriz irem para o café.
  Conclusão do episódio de hoje: durante todo o tempo em que a Beatriz esteve no café, longe do António, só desejava nunca ter saído daquela rocha na praia. Passou-se mais um dia e ela foi para casa, frustrada, por não ter perguntado ao António se ele ainda estava chateado com ela ou não.

*FIM*

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

imagina uma história #1

  Vamos imaginar uma história. As personagens que entram nessa história são: dois rapazes, o Manel e o António; e uma rapariga, a Beatriz.
  Ora então, vamos lá começar: a Beatriz, uma rapariga pequenina e complicada, amava o Manel. Mas amava-o de uma maneira que já não era saudável. Estiveram envolvidos inúmeras vezes mas nada de muito sério. A Beatriz já estava farta de aturar as bipolaridades do Manel, para bipolar já chegava ela.
  Após o início das aulas, a Beatriz conheceu o António e começou a falar muito com ele. Ainda continuava a amar o Manel e, por isso, falava frequentemente com o António sobre tudo o que se passava.
  Ao chegar ao fim do ano lectivo, a Beatriz, mais que farta das atitudes do Manel, decidiu dedicar-se um pouco mais ao António mas, devido a um ataque de pânico, acabou por estragar a amizade com o António.
  Cerca de dois meses depois, ainda com o Manel bem presente na sua mente, ela descobriu que o António estava a passar férias no mesmo sítio que ela.
  Acabaram por se encontrar e falaram, como se nada tivesse acontecido. Após esse pequeno convívio, a Beatriz não conseguia para de pensar quando é que ia estar novamente com o António.
  Resumindo e concluindo, o Manel estava cada vez menos presente na mente da Beatriz ao passo que o António estava cada vez mais presente. Agora, a Beatriz tem medo de começar a gostar do António porque tem a certeza absoluta que ele não sente o mesmo e que ainda está magoado com o que ela lhe fez.

*FIM*

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Lobos

  Dentro do meu coração vivem dois lobos. O bom lobo, aquele que diz que eu devo seguir em frente e deixar para trás tudo o que correu menos bem, tirando apenas as boas memórias e eliminando por completo os sentimentos; e o mau lobo, aquele que diz que eu devo continuar a lutar, que não devo desistir. É o lobo que, basicamente, me diz para sofrer, para não largar aquilo que quero, para me sacrificar estupidamente por nada.
  São dois lobos macho e, como é óbvio, neste momento trava-se uma enorme batalha no meu coração. Ambos têm o desejo de se impor e de levar avante o seu desejo. Mas não podem ganhar os dois.
  Contudo, neste momento o lobo que está em vantagem é o mau lobo. É um lobo lindo, majestoso. Impõe respeito graças a todas as cicatrizes que apresenta, adquiridas noutras batalhas ganhas no passado.