terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Entrámos na tua casa, fechámos a porta. Prendeste-me pelos pulsos, sufocaste-me com o teu beijo sedento. Bem vinda de volta. Uma vez mais guiaste-me até ao teu quarto. Rapidamente me perdi na imensidão desse teu abraço que tem de tão grande e desajeitado como de reconfortante. Branco, preto, vermelho. Perdi-me. Não me quero encontrar. Procura-me, fica comigo. Anda, - não tenhas medo - ficaremos os dois perdidos em nós.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Fico-me pela metade. Com os outros, fico-me sempre pela metade. Contigo, eu era completa. Dava sempre o meu melhor. É pena o meu melhor ser mau, não ser bom o suficiente para te fazer ficar.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

- sempre tivemos um péssimo sentido de oportunidade, não foi? e se de repente tivéssemos um bom sentido de oportunidade? só por uma hora. como é que isso seria?
- acho que isso... seria um momento excepcional

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

És a minha saída de emergência. Oh espera, pus uma tranca na porta e agora não a consigo abrir. Estranho não é? Habitualmente as saídas de emergência nunca estão bloqueadas.
A minha cabeça está vazia, completamente vazia. Quando uma coisa em que eu acreditava tão convictamente, que acabava por me servir de reserva, se transforma exactamente no oposto, eu perco-me. É como se, por momentos, me tivessem tirado o chão de debaixo dos pés.

domingo, 22 de janeiro de 2012

És o nevoeiro que me envolve e me molha a cara com pequenas gotas de água. És o vento de inverno que me aclara as ideias e o vento de verão que me envolve e conforta. És a água que me acalma, as correntes que me puxam e estrapuxam, a areia que me dá sustento. És as noites de trovoada que me deslumbram e hipnotizam. És os dias de chuva que me fazem pensar. És o sol que me aquece e o frio que me deixa petrificada. És tudo, és tu.

sábado, 21 de janeiro de 2012

A minha letra é pouco dinâmica, diz-me que eu sou uma pessoa que não avança para as coisas. Fujo a tomar decisões. Quer dizer, não é bem assim. Eu não fujo a tomar decisões, simplesmente deixo-as para a última da hora, estico a corda ao máximo. E realmente não avança para as coisas, não avanço para o desconhecido, para o que pode ser desconfortável. Não gosto.